O DIA - O agente da Justiça Federal Alfredo Yamamoto informou que 70% dos produtos oferecidos no bazar beneficente de bens do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia foram vendidos em quatro horas, no Jockey Club de São Paulo. "O que tem aqui é o resto", disse o agente.O bazar beneficente é dividido em salas temáticas e as pessoas podem comprar pertences do traficante colombiano, como roupas de banho, calçados, utensílios de cozinha, sofás, etc. Yamamoto negou que o evento tenha sido cancelado pela Justiça Federal ou pelos organizadores. "O que aconteceu aqui é que restringimos o acesso por motivos de segurança", afirmou.
Apesar de negar a suspensão do bazar, foram colocados cartazes que informavam o cancelamento do evento na porta do Jóquei.
Segundo a polícia, cerca de 5 mil pessoas foram barradas no Jockey Club. A Instituição Beneficente Israelita Ten Yad informou que cerca de 2,5 mil pessoas foram "dispensadas" e que o número de compradores chegou a 600. Foi preciso manter as janelas fechadas para que não houvesse invasões e o furto de produtos. O calor foi tamanho que algumas mulheres desmaiaram. Quem ficou na fila reclamou da divulgação massiva do evento e de serem barradas devido ao excesso de público.
