G1.com.br - As moléculas comprovaram o que os fósseis já diziam há muito tempo: o temido Tyrannosaurus rex não passa mesmo de uma galinha supercrescida. Ou as galinhas é que são T. rex miniaturizados, dependendo do ponto de vista. O resultado vem da primeira árvore genealógica evolutiva feita com a ajuda de proteínas de milhões de anos de idade, obtidas diretamente de um osso fossilizado de tiranossauro.Por si só, o veredicto das moléculas antigas não diz muita coisa, já que todos os indícios morfológicos (ou seja, da forma dos ossos) apontavam fortemente para a proximidade evolutiva entre os dinos carnívoros conhecidos como terópodes (grupo do T. rex) e as aves modernas. No entanto, a pesquisa publicada na edição desta semana da revista especializada americana “Science” é importante como prova de princípio. Daqui para a frente, deve se tornar cada vez mais comum o uso de proteínas extraídas de fósseis para resolver questões espinhosas sobre a evolução de criaturas antigas e modernas. “Certamente queremos expandir essa árvore analisando mais fósseis, como dinossauros e não-dinossauros extintos, aves e répteis modernos. Isso deve nos ajudar a ter uma idéia mais clara de como eles se agrupam”, declarou ao G1 o pesquisador americano John M. Asara, da Escola Médica de Harvard (Costa Leste dos EUA).
