Extra - Durante a campanha para deputado estadual, em 2006, o delegado Álvaro Lins recebeu o apoio de milicianos de Jacarepaguá para se eleger. Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal, com autorização judicial, mostram um dos assessores de Lins, o inspetor Fábio Menezes Leão, o Fabinho, agendando a ida do delegado às comunidades da região em conversa com líderes locais. Uma delas foi com o cabo da PM Jorsan Machado de Oliveira.Em um dos telefonemas, Fabinho avisa a Jorsan que Álvaro Lins irá se atrasar para chegar à comunidade. Um dos locais a ser visitado por Lins seria a favela de São José Operário, tomada no início daquele ano por uma milícia.
Cerca de uma hora depois do contato com Jorsan, Fabinho telefona para um delegado da Polícia Civil. Na conversa, eles falam da importância do evento que acontecerá naquela tarde nas comunidades. São seis favelas que, juntas, possuem, segundo o policial, cerca de 20 mil votos.
"Show de bola.... Foi feito contato com a "mineira" (milícia) lá?" , pergunta Fabinho ao delegado.
