Estadão - Com a campanha presidencial oficialmente suspensa, a senadora Hillary Rodham Clinton enfrenta agora outro desafio: reduzir gradualmente o que pode ser a maior dívida de campanha da história dos Estados Unidos. Além dos US$ 11,4 milhões que ela emprestou do próprio bolso, a ex-primeira-dama tinha US$ 9,5 milhões em dívidas com fornecedores no final de abril, de acordo com os dados mais recentes da Comissão Eleitoral Federal.Ainda não está claro o saldo final da dívida, o qual ela ainda não divulgou porque a campanha ainda está finalizando o balanço de maio. Os números serão entregues no dia 20 de junho. Porém, Mo Elleithee, porta-voz da campanha, declarou que eles não esperam "que os números da dívida sejam significantemente diferentes do último reportado."
Outro candidato derramou mais do seu próprio dinheiro em suas verbas presidenciais, como Mitt Romney, que gastou mais de US$ 44 milhões na disputa pela nomeação republicana sem ter sucesso. Seu dinheiro foi tecnicamente classificado por sua campanha como um empréstimo, mas estava claro desde o início que ele simplesmente financiou grande parte da própria campanha.
O que faz a situação de Hillary incomum é a combinação de contas a pagar e seu empréstimo pessoal. Registros mostram que outros candidatos derrotados deveram menos da metade aos fornecedores do que ela deve aos negócios. "Isso é sem precedentes", disse Jan Baran, tesoureiro da campanha com Wiley Rein.
