O DIA - Para ocultar um padrão de vida luxuoso, incompatível com a renda de R$ 7.237,59, o deputado estadual Álvaro Lins, ex-chefe de Polícia Civil, escondeu seus bens, colocando-os em nome de ‘laranjas’, principalmente parentes. Relatório da Polícia Federal (PF) encaminhado ao Tribunal Regional Federal (TRF) revela que, depois de 2002, quando assumiu a chefia, houve “brutal evolução patrimonial dos laranjas em total dissonância com a evolução de seus rendimentos”. No fim da noite de sexta-feira, o sogro de Álvaro, o vereador Francis Bullos, deixou a prisão, após conseguir alvará de soltura do TRF.Segundo a PF, Lins “lançou os seus tentáculos nas entranhas do governo do Estado do Rio de Janeiro, lucrando com a corrupção e com a ineficiência no combate ao crime organizado” durante os governos de Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho. A Corregedoria da Assembléia Legislativa quer interrogar Lins.
