O DIA - Os deputados estaduais do Rio decidiram que só vão apreciar a prisão do deputado Natalino Guimarães (DEM), preso na noite desta segunda-feira, acusado de chefiar uma milicia na Zona Oeste, após o recesso parlamentar, em agosto.Na manhã desta quarta-feira, os deputados se reuniram para receber o auto de prisão e tomaram a decisão que manterá Natalino preso por pelo menos mais dez dias.
Natalino Guimarães pediu dispensa do depoimento que iria prestar no Tribunal de Justiça, na tarde desta quarta-feira. Ele só acompanhou depoimento de testemunhas. Ao chegar ao TJ, causou tumulto e gritou que a sua prisão era "uma covardia". O deputado chegou a ser advertido pelo juiz.
Fábio Pereira de Oliveira, o Fábio Gordo, foi interrogado por cerca de duas horas, nesta quarta-feira. Ele era procurado por homicídio e extorsão, e foi preso na porta da casa de Natalino, em Campo Grande, na noite de segunda-feira.
Fábio, que chegou a ser ferido na mão esquerda durante troca de tiros, negou qualquer envolvimento com a milícia. Disse que mora há 34 anos em Inhoaíba, Campo Grande, e que só ouviu falar do grupo paramilitar através da imprensa.
Ele contou que estava indo para a casa da mãe, que fica a 10 minutos da casa de Natalino, quando foi rendido por policiais, levado para a porta da casa de Natalino e preso como se estivesse com o grupo dentro da casa.
Fábio disse que nunca freqüentou o local e que só conhece o deputado estadual por atuar na campanha dele e do irmão Jerominho (vereador preso) na região.
Segundo os investigadores, na residência de Natalino funcionava um verdadeiro quartel general da organização criminosa, onde eram feitas reuniões semanais para planejar crimes.
A polícia tem informações de que o grupo estaria envolvido em pelo menos 80 assassinatos nos últimos oito anos. Na operação que levou à prisão de Natalino, os agentes encontraram uma lista com 42 nomes de pessoas que recebiam dinheiro da quadrilha. Novas operações devem ser feitas nos próximos dias.
