O DIA - A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) abriu sindicância para apurar denúncias de que presos da Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8) estariam usufruindo de pequenos luxos. O ex-banqueiro Salvatore Cacciola, 64 anos, por exemplo, não estaria compartilhando do cardápio da prisão com seus companheiros. Ele teria comido lagosta e salmão encomendados em um restaurante da Barra da Tijuca, como revelava embrulho das quentinhas que chegaram ao presídio.A Seap investiga se Cacciola saboreou os pratos em dias de visita — segundas e sextas-feiras —, quando a comida poderia ter sido levada por parentes ou se fez as refeições nos demais dias da semana, o que poderia evidenciar a corrupção de agentes, segundo o secretário de Administração Penitenciária, coronel Cesar Rubens Monteiro de Carvalho.
“Isso é possível. Os presos em Bangu 8 têm alto poder aquisitivo e, como estão presos, gastam pouco. Então podem passar a gastar muito em poucas coisas para obter os luxos que tinham antes. Comer uma lagosta não é um grande problema. O problema é se tiver a conivência de inspetores. Caso contrário, vejo apenas como uma afronta aos outros outros presos”, disse o secretário.
