segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Planalto quer ''velha guarda'' fora da Abin

Estadão - A crise no serviço de informações especiais para o Estado consolidou no Palácio do Planalto a posição de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é necessária e será mantida, mas terá de passar por pelo menos duas mudanças radicais. Primeiro, terá reforçada a infra-estrutura legal e material para cumprir uma política pública definida, devendo até ganhar o direito de fazer monitoramento telefônico. Em segundo lugar, deve ser renovado o quadro de pessoal, livrando-se da "velha guarda do SNI" - nem que seja preciso adotar, à moda das empresas privadas, um plano de demissões voluntárias (PDV) para a turma do antigo Serviço Nacional de Informações.Um ministro que acompanha a crise faz questão de dizer que "a Abin, em hipótese nenhuma, poderá fazer trabalho de investigação policial". Segundo ele, a inteligência pode até apoiar uma investigação, "mas nunca assumir", pois isso seria desvirtuar a sua função. De acordo com o ministro, esse é um dos problemas da atual crise gerada pelos agentes da Abin que trabalharam na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, e agora estão sob suspeita de terem feito grampos clandestinos. O direito de fazer monitoramente telefônico precisaria ser aprovado pelo Congresso.No Planalto, o diagnóstico, diante do quadro de quase ausência de regras, é que a Abin, além de boa parte da Polícia Federal, tem pelo menos três categorias, assim descritas por outro assessor do presidente: os "acomodados", os "mercadores" e os "cachorros loucos".

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Luciano Bonitão é formado em Comunicação pela PUC-RJ (turma do Henry Sobel) e só não terminou o mestrado porque a ponta do lápis quebrou. Declarações de amor, pedidos de emprego e contatos para shows: blogdobonitao@gmail.com