Estadão - "A Rodada Doha está por um fio." O alerta foi dado pelo chanceler Celso Amorim, ao deixar ontem a sede da Organização Mundial do Comércio (OMC) em plena madrugada e depois de 13 dias de impasse total.A esperança de um acordo na entidade se desfazia à medida que a reunião dramática entre os ministros entrava pela noite, com intransigências de chineses, indianos e americanos. "Não sabemos sequer se a Rodada está viva ou morta", afirmou um alto funcionário da entidade. Para muitos, o que se tenta agora é encontrar um culpado para declarar oficialmente o fim do processo. "Não há um acordo. O tempo está acabando", lamentou Amorim, que apresentou uma série de propostas para tentar romper o impasse.
